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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Golfinhos




Os golfinhos ou delfins são animais mamíferos cetáceos pertencentes à família Delphinidae. São perfeitamente adaptados para viver no ambiente aquático, existem 37 espécies conhecidas de golfinhos, dentre os de água salgada e água doce. A espécie mais comum é a Delphinus delphis.

São nadadores privilegiados, às vezes, saltam até cinco metros acima da água, podem nadar a uma velocidade de até 40 km/h e mergulhar a grandes profundidades. Sua alimentação consiste basicamente de peixes e lulas. Podem viver de 25 a 30 anos e dão à luz a um filhote de cada vez. Vivem em grupos, são animais sociáveis, tanto entre eles, como com outros animais e humanos.

Sua excelente inteligência é motivo de muitos estudos por parte dos cientistas. Em cativeiro é possível treiná-los para executarem grande variedade de tarefas, algumas de grande complexidade. São extremamente brincalhões, pois nenhum animal, exceto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades biológicas básicas, como alimentação e reprodução. Possuem o extraordinário sentido de ecolocalização ou biosonar ou ainda orientação por ecos, que utilizam para nadar por entre obstáculos ou para caçar suas presas.


O habitat de 33 espécies de golfinho é na água salgada, perto da costa ou no mar aberto. Porém 5 espécies vivem em rios e lagos, como o Boto da Amazônia. Alguns, de água doce, vivem no encontro da água doce com a salgada.


Os predadores dos golfinhos são os tubarões, as orcas e o ser humano. Os pescadores de atuns, costumam procurar por golfinhos, que também os caçam, ocasião em que ocorre um mutualismo. O golfinho encontra o cardume e os pescadores jogam as redes aprisionando os peixes e deixam os golfinhos se alimentarem para depois puxarem as redes. Desse modo, ambas as espécies se beneficiam do alimento. Porém muitas vezes os golfinhos acabam se enroscando nas redes, podendo morrer.

Os golfinhos são caçadores e alimentam-se principalmente de peixes e lulas, mas alguns preferem moluscos e camarão. Muitos deles caçam em grupo e procuram os grandes cardumes de peixes. Cada espécie de peixe tem um ciclo anual de movimentos, e os golfinhos acompanham esses cardumes e por vezes parecem saber onde interceptá-los, provavelmente conseguem estas informações pela excreções químicas dos peixes, presentes na urina e as fezes.
O golfinho possui o extraordinário sentido da ecolocalização, trata-se de um sistema acústico que lhe permite obter informações sobre outros animais e o ambiente, pois consegue produzir sons de alta freqüência ou ultra-sônicos, na faixa de 150 kHz, sob a forma de “clicks” ou estalidos. Esses sons são gerados pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos. Os sons provavelmente são controlados, amplificados e enviados à frente através de uma ampola cheia de óleo situada na nuca ou testa, o Melão, que dirige as ondas sonoras em feixe à frente, para o ambiente aquático. Esse ambiente favorece muito esse sentido, pois o som se propaga na água cinco vezes mais rápido do que no ar. A freqüência desses estalidos é mais alta que a dos sons usados para comunicações e é diferente para cada espécie.

Quando o som atinge um objeto ou presa, parte é refletida de volta na forma de eco e é captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial no seu maxilar inferior ou mandíbula, sendo os sons transmitidos ao ouvido interno ou médio e daí para o cérebro. Grande parte do cérebro está envolvida no processamento e na interpretação dessas informações acústicas geradas pela ecolocalização.

Assim que o eco é recebido, o golfinho gera outro estalido. Quanto mais perto está do objeto que examina, mais rápido é o eco e com mais freqüência os estalidos são emitidos. O lapso temporal entre os estalidos permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objeto ou presa em movimento. Pela continuidade deste processo, o golfinho consegue segui-los, sendo capaz de o fazer num ambiente com ruídos, de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objetos simultaneamente.


O golfinho possui o extraordinário sentido da ecolocalização, trata-se de um sistema acústico que lhe permite obter informações sobre outros animais e o ambiente, pois consegue produzir sons de alta freqüência ou ultra-sônicos, na faixa de 150 kHz, sob a forma de “clicks” ou estalidos. Esses sons são gerados pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos. Os sons provavelmente são controlados, amplificados e enviados à frente através de uma ampola cheia de óleo situada na nuca ou testa, o Melão, que dirige as ondas sonoras em feixe à frente, para o ambiente aquático. Esse ambiente favorece muito esse sentido, pois o som se propaga na água cinco vezes mais rápido do que no ar. A freqüência desses estalidos é mais alta que a dos sons usados para comunicações e é diferente para cada espécie.

Quando o som atinge um objeto ou presa, parte é refletida de volta na forma de eco e é captado por um grande órgão adiposo ou tecido especial no seu maxilar inferior ou mandíbula, sendo os sons transmitidos ao ouvido interno ou médio e daí para o cérebro. Grande parte do cérebro está envolvida no processamento e na interpretação dessas informações acústicas geradas pela ecolocalização.

Assim que o eco é recebido, o golfinho gera outro estalido. Quanto mais perto está do objeto que examina, mais rápido é o eco e com mais freqüência os estalidos são emitidos. O lapso temporal entre os estalidos permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objeto ou presa em movimento. Pela continuidade deste processo, o golfinho consegue segui-los, sendo capaz de o fazer num ambiente com ruídos, de assobiar e ecoar ao mesmo tempo e pode ecoar diferentes objetos simultaneamente.

A ecolocalização dos golfinhos, além de permitir saber a distancia do objeto e se o mesmo está em movimento ou não, permite saber a textura, a densidade e o tamanho do objeto ou presa. Esses fatores tornam a ecolocalização do golfinho muito superior a qualquer sonar eletrônico inventado pelo ser humano.A temperatura dele varia com a da água 28 a 30°C.




Cephalorhynchus
Golfinho-de-commerson, Cephalorhynchus commersonii
Golfinho-chileno, Cephalorhynchus eutropia
Golfinho-de-heaviside, Cephalorhynchus heavisidii
Golfinho-de-hector, Cephalorhynchus hectori
Steno
Golfinho-de-dentes-rugosos, Steno bredanensis
Sousa
Golfinho-corcunda-do-atlântico, Sousa teuszii
Golfinho-corcunda-do-índico, Sousa plumbea
Golfinho-corcunda-indopacífico, Sousa chinensis
Sotalia
Boto-cinza, Sotalia fluviatilis
Tursiops
Gofinho-roaz, Tursiops truncatus
Golfinho-flíper-comum, Tursiops aduncus
Stenella
Golfinho-pintado-pantropical, Stenella attenuata
Golfinho-pintado-do-atlântico, Stenella frontalis
Golfinho-rotador, Stenella longirostris
Golfinho-clímene, Stenella clymene
Golfinho-listrado, Stenella coeruleoalba
Delphinus
Delfim-comum, Delphinus delphis
Golfinho-comum-de-bico-longo, Delphinus capensis
Golfinho-comum-de-bico-muito-longo, Delphinus tropicalis
Orcinus
Orca (Baleia assassina), Orcinus orca
Lagenorhynchus
Golfinho-de-bico-branco, Lagenorhynchus albirostris
Golfinho-de-laterais-brancas-do-Atlântico, Lagenorhynchus acutus
Golfinho-de-laterais-brancas-do-Pacífico, Lagenorhynchus obliquidens
Golfinho-do-crepúsculo, Lagenorhynchus obscurus
Golfinho-de-peale, Lagenorhynchus australis
Golfinho-ampulheta, Lagenorhynchus cruciger

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

cágado-comum (Mauremys leprosa)



Dimensões: 189-212 mm.

Alimentação: vegetais e invertebrados. Pode também ingerir peixes e anfíbios.

Os seus predadores são as garças, cegonhas e rapinas e também o javali, a lontra e a raposa.

Apresenta actividade diurna. Hiberna nas zonas frias.

Reprodução: final da Primavera. As posturas ocorrem durante os meses de Junho e Julho. A fêmea escava um buraco fora de água onde enterra os ovos, cujo número pode variar entre 1-12.

fura-panascos (Chalcides striatus)



Dimensões: 210 mm de comprimento cabeça-corpo (435 mm de comprimento total).

Alimentação: lesmas, grilos, moscas, escaravelhos e aranhas.

São predados pelas cobras, sardões, rapinas, garças, ouriços cacheiros, raposas, ginetas, doninhas, texugos, sacarrabos e javalis.

A fuga e a capacidade de largar a cauda são os seus principais meios de defesa.

Tem hábitos diurnos, com actividade entre Fevereiro e Outubro.

Reprodução: Desde a Primavera ao Verão. O nascimento das crias ocorre durante Julho e Agosto. É uma espécie ovovivípara em que nascem 1-15 crias.

cobra-cega (Blanus cinereus)



Dimensões: 260-280 mm de comprimento.

Alimentação: formigas, larvas de insectos e outros artrópodes subterrâneos.

São predadas pelos sardões, cobras, picanços, rapinas e sapos.

Na presença dos predadores enrola o corpo sobre si mesmo ou contorce-se violentamente. Também pode largar a cauda e, ocasionalmente, morder.

Encontra-se activa desde Fevereiro até Novembro. Tem actividade tanto diurna como nocturna, possuindo hábitos subterrâneos.

Reprodução: Antes da Primavera. As posturas ocorrem nos meses de Junho e Julho, sendo formadas por 1 só ovo de grande tamanho.

cobra-rateira (Malpolon monspessulanus)



Dimensões: 2 m de comprimento (maior cobra portuguesa).

Alimentação: outras cobras, roedores, lagartixas, juvenis de coelhos e sardões.

São predadas por rapinas, sacarrabos e pelos javalis.

O seu principal meio de defesa consiste na fuga. Quando ameaçada, pode tornar-se agressiva, ergue a cabeça, sopra e morde. Produz um forte veneno neurotóxico mas, apesar disso, não é perigosa para o homem pois é opistoglifa (dentes inoculadores do veneno situados na região posterior da boca).

É tipicamente diurna, embora no Verão se torne crepuscular. É uma espécie muito ágil que trepa e nada com grande facilidade.

Reprodução: Primavera. As cópulas ocorrem entre Maio e Junho e 1 mês depois, as fêmeas põem entre 4-20 ovos debaixo de pedras, manta morta ou em tocas de roedores ou de coelhos. A incubação demora 2 meses.

cobra-de-escada (Elaphe scalaris)



Dimensões: 150 cm de comprimento.

Alimentação: roedores, lagartixas, juvenis de coelho, aves adultas e juvenis. Pode ser constritora em várias situações.

São predadas pelas rapinas e pelo sacarrabos.

É uma espécie agressiva quando perturbada, podendo produzir sons, segrega um líquido pela cloaca e tenta morder. Não possui veneno pelo que não é perigosa para o ser humano - espécie Aglifa.

É tipicamente diurna, passando a crepuscular nos dias mais quentes.

É uma espécie ágil que trepa facilmente às árvores e a edifícios.

Reprodução: final da Primavera até meados do Verão. As fêmeas depositam entre 4-24 ovos, debaixo de pedras, tocas abandonadas ou mesmo em buracos por si escavados.
Durante a incubação, as fêmeas têm alguns cuidados com a postura. A eclosão surge 1-3 meses depois.

cobra-de-ferradura (Coluber hippocrepis)


Dimensões: 80-150 cm de comprimento

Alimentação: roedores, osgas, lagartixas, sardões e aves.

São predadas pelas rapinas e pelo sacarrabos. Quando está em perigo, enrosca-se, dilata a cabeça, emite sons e pode morder. É no entanto inofensiva para o homem pois é Aglifa (sem dentes inoculadores de veneno).

Tem hábitos diurnos, passando por um período de inactividade entre Novembro e Março.

É uma cobra ágil e trepadora.

Reprodução: durante a Primavera e o início do Verão. As posturas são formadas por 4-11 ovos e têm lugar frequentemente em Julho. As fêmeas depositam os ovos debaixo de troncos em decomposição e em tocas abandonadas. A incubação demora 6-8 semanas.